Sobre a Natação

Poucos têm o conhecimento que no dia 8 de abril era comemorado o Dia da Natação, data que foi atualizada para 2 de agosto por Lei, em 2019. A modalidade, mais do que um esporte competitivo, era uma forma de sobrevivência das antigas civilizações.

Historiadores afirmam que na Grécia, Platão afirmava que quem não sabia nadar não era educado e por isso, o esporte era bastante difundido. Infelizmente, durante muitos séculos a natação deixou de ser praticada, pois existia a idéia de que o esporte poderia desenvolver epidemias.

No renascimento, essa lenda começou a cair, tanto que começaram a ser construídas as primeiras piscinas públicas, sendo a primeira localizada em Paris, no reinado de Luis XIV.

A modalidade só começou a ser considerada como desporto no século XIX e o primeiro país a adotá-lo como esporte foi o Japão. A sua estréia nos Jogos Olímpicos foi em 1837, em Londres, e eram realizadas provas apenas o nado de peito clássico. Com o tempo, o estilo começou a se aperfeiçoar e em 1893 foi oficializado o estilo crawl. Em uma Olimpíada, a natação é considerada um dos esportes mais nobres, perdendo apenas para o atletismo.

No Brasil, a modalidade só foi oficializada em meados do ano de 1898, quando o Clube de Natação e Regatas do Rio de Janeiro realizou o primeiro campeonato brasileiro com percurso de 1500m.

A estréia da equipe verde e amarela nos Jogos Olímpicos foi em 1920, em Antuérpia, na Bélgica. Oficialmente, as mulheres só participaram das competições mundiais em 1935, com destaque para a Maria Lenk e Piedade Coutinho.

A primeira medalha só chegou 32 anos depois com Tetsuo Okamoto, na Olimpíada de Helsinki. O descendente de japoneses de Marília, interior de São Paulo, conquistou a medalha de bronze nos 1500m livre ao fazer a marca de 19min05s56. A segunda medalha veio com Manoel dos Santos nos 100m livre, 55s54, nos Jogos de Roma, em 1960.

Vinte anos depois, foi a vez do revezamento 4x200m livre conquistar mais um bronze. A equipe era formada por Djan Madruga, Jorge Fernandes, Cyro Delgado e Marcos Matiolli e fizeram 7min29s30.

A era de prata chegou nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, de 1984, com Ricardo Prado na prova dos 400m medley com o tempo de 4min18s45. O atleta paulista Gustavo Borges tornou-se o primeiro nadador a colecionar três medalhas olímpicas. A primeira foi a prata e veio em Barcelona, em 1992, nos 100m livre com o tempo de 49s43. Quatro anos depois, ele foi vice-campeão nos 200m livre com o marca de 1min48s08 e levou um bronze nos 100m livre com 49s02. No mesmo campeonato, Fernando Scherer foi o terceiro atleta mais rápido da competição ao fazer 22s29 nos 50m livre.

Em 2008, o nadador de Santa Bárbara d’Oeste, César Augusto Cielo Filho, entrou para a história da natação brasileira ao conquistar a primeira medalha de ouro olímpica em Pequim na prova mais rápida da modalidade. Nos 50m livre ele fez 21s30 e ainda conquistou o bronze nos 100m livre, com o tempo de 47s67.

Atualmente, a natação é um dos esportes mais praticados no mundo, graças aos seus benefícios físicos e mentais, além de que pode ser praticado por pessoas de qualquer idade. E muitos dos jovens atletas se espelham nos ídolos do esporte quando ingressam na parte competitiva.

Seja pela competição, lazer, saúde ou simplesmente por gostar de nadar, muitos interesses convergem ao mesmo princípio grego de 3 mil anos atrás: corpo são, mente são. Parabéns a todos nós neste dia da natação!

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